Tema: Adoção homoafetiva
Acesso em: 04 abr. 2012 < http://www.dolado.com.br/noticias/leis-de-adocao-para-homossexuais-ao-redor-do-mundo.html>
Leis de adoção para homossexuais ao redor do mundo
Uruguai e Alemanha aprovaram recentemente leis de adoção para homossexuais.
A adoção por homossexuais começa a evoluir em alguns países. Durante esta
semana, a Alemanha e o Uruguai sinalizaram caminhos positivos para
adoção por homossexuais, algo que não aconteceu no Brasil com a recente
mudança nas regras de adoção.
Na
terça-feira (25), uma decisão do tribunal de Schweinfurt na Alemanha
foi anulada, permitindo que uma lésbica adotasse o filho de sua
companheira. Para anular a decisão, os juízes levaram em consideração a
responsabilidade familiar e não apenas a relação biológica da criança.
Na
Alemanha, ainda não é permitida a adoção entre casais do mesmo sexo,
mas é possível que um homossexual adote o filho de seu parceiro, fruto
de uma relação anterior, através de um contrato que reconheça a união de
pessoas do mesmo sexo, chamado de “cooperação de vida”.
Nesta
quinta-feira (27), os homossexuais do Uruguai também foram presentados
com uma decisão da Câmara dos Deputados do país, que aprovou um projeto
de lei que permite a adoção por casais homossexuais.
Agora
o projeto aguarda aprovação do Senado, e pode transformar o Uruguai no
primeiro país da América Latina a permiter a adoção de crianças por
casais do mesmo sexo.
Como
sempre tem alguém para ir contra, o arcebispo de Montevidéu, Nicolás
Cotugno, já havia se manifestado antes mesmo da aprovação da lei,
dizendo que “não é uma questão religiosa, mas de respeito à natureza
humana”. Ainda, o arcebispo defende que a lei pensa em quem quer adotar,
deixando de se preocupar com a criança que será adotada.
Confira
a relação de países com leis que aprovam a adoção de crianças por
homossexuais. As informações são da agência de notícias AFP [2].
Europa
1999: Dinamarca permite a adoção do filho do parceiro homossexual e aprova dez anos depois, em março de 2009, a adoção de crianças por um casal gay.
1999: Dinamarca permite a adoção do filho do parceiro homossexual e aprova dez anos depois, em março de 2009, a adoção de crianças por um casal gay.
2001:
Holanda se torna o primeiro país europeu a autorizar a adoção por
casais gays de crianças sem relação de parentesco. As regras são
idênticas à adoção por casais heterossexuais.
2001: Alemanha autoriza um membro do casal homossexual a adotar o filho biológico do outro desde que haja união civil.
2002: Suécia legaliza a adoção por casais homossexuais desde que haja união civil.
2005: Inglaterra e Gales permitem que casais gays adotem crianças. Medida seguida no mesmo ano pela Espanha.
2006:
Islândia aprova lei que permite a adoção por casais homossexuais com
relação estável de mais de cinco anos. Bélgica adota medida semelhante
no mesmo ano.
2008: Noruega legaliza tanto a união civil entre homossexuais como a possibilidade de adoção de crianças.
América do Norte
1986: Duas mulheres da Califórnia se tornam o primeiro casal gay a adotar legalmente uma criança. Desde então, o número de estados nos EUA que permitem a adoção por casais do mesmo sexo subiu para 14. A lista inclui Nova York, Connecticut e Nueva Jersey. A situação em alguns estados é ambígua, com a adoção por homossexuais não definida explicitamente.
1986: Duas mulheres da Califórnia se tornam o primeiro casal gay a adotar legalmente uma criança. Desde então, o número de estados nos EUA que permitem a adoção por casais do mesmo sexo subiu para 14. A lista inclui Nova York, Connecticut e Nueva Jersey. A situação em alguns estados é ambígua, com a adoção por homossexuais não definida explicitamente.
Outras Regiões
Na Austrália a adoção por casais homossexuais foi permitida no estado de Western Austrália a partir de 2002. Também no território da capital, Camberra.
Na Austrália a adoção por casais homossexuais foi permitida no estado de Western Austrália a partir de 2002. Também no território da capital, Camberra.
A
Suprema Corte da África do Sul legalizou a adoção por casais
homossexuais em 2002, sendo o único país da África a adotar a medida.
Em 2006, uma decisão do procurador-geral de Israel facilitou a adoção para casais do mesmo sexo.
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